Esta dissertação estuda o processo de formação de fronteiras na região em que predominou a produção ervateira, durante o período colonial do Paraguai (1534-1811).Analisa a sobreposição dessas fronteiras e dos domínios políticos, identificando-os no espaço geográfico e temporal. Investiga também a inter-relação entre a inserção social e econômica da atividade ervateira no mercado colonial e as mudanças ocorridas na apropriação do trabalho, em um contexto de migrações regionais e sociais. Por último, discute as consequências da pressão portuguesa sobre os conflitos de interesses na região.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
CAÁ - A FORÇA DA ERVA - DOCUMENTÁRIO
Este documentário resgata a época do ciclo da erva
mate, um período de extrema importância na história de Mato Grosso do Sul.
Grande parte da região sul do então estado do Mato Grosso era ocupada por
ervais nativos e a exploração desses ervais foi uma forma de alavancar a
colonização e crescimento econômico da região. Neste documentário, é mostrado
através de entrevistas com personagens que viveram naquela época, além de
entrevistas com pesquisadores e historiadores.
Caá - A Força da Erva mostra um panorama que vai desde a Cia. Matte
Laranjeira e a exploração dos paraguaios, muitas vezes de forma brutal nos
ervais até os dias de hoje.
Direção: Lú Bigatão
Produção: Ubirajara Guimarães
Roteiro: Rosiney Bigattão
Direção de fotografia: Zédu Moraes e Dalmo de
Oliveira
Duração: 60 min.
Ano: 2005
Apoio: FIC - Fundo de Investimentos Culturais,
Prefeitura Municipal de Dourados.
Realização: Teatral Grupo de Risco.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Mato Grosso do Sul - Uma trajetória divisionista - Alisolete Antonia dos Santos Weingärtner
A criação do Estado de Mato Grosso do Sul é resultado de um longo movimento, com características sócio–econômicas, políticas e culturais, que permeou sua formação histórica recente. A resistência sul-mato-grossense é uma das peculiaridades que entremeiam a história de Mato Grosso do Sul desde os primeiros tempos de conquista espanhola, depois luso-brasileira. Em cada período histórico e resistência sul-mato-grossense aparece com uma conotação.
Memórias Portuguesas no MT - Cultura e história nas relações étnicas em Mato Grosso no século XIX - Maria Fátima Roberto Machado
Este trabalho tem como objetivo fazer uma abordagem antropológica de uma memória escrita pelo português Joaquim Ferreira Moutinho no século XIX, sobre sua experiência de 18 anos em Mato Grosso, com ênfase na interpretação etnográfica de suas impressões sobre os povos indígenas. É parte de um projeto de pesquisa mais amplo, voltado para a elaboração de uma história das relações étnicas em Mato Grosso, tendo como instrumento de reflexão não só documentos oficiais, mas principalmente registros, impressões, descrições, notícias e relatos históricos existentes nos arquivos de Lisboa, Coimbra e Évora.
MARQUEI AQUELE LUGAR COM O SUOR DO MEU ROSTO - Os colonos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados – CAND - (1943 -1960) - SUZANA GONÇALVES BATISTA NAGLIS
Com o intuito de povoar, ocupar os espaços considerados vazios e promover a pequena propriedade, foi criada em 1943 a Colonia Agricola de Dourados - (CAND), durante o Estado Novo no Sul do então Mato Grosso. A CAND, estava inserida no contexto da Marcha para o Oeste e na politica de nacionalização das fronteiras. Conhecer como foi estar e viver na condição de colono, é relevante, pois o colono se tornou a peça fundamental na implantação da CAND, e que definiu os rumos dessa colonização.
Marcha para Oeste e o antigo sul de Mato Grosso - a exploração da madeira na Colônia Agrícola Nacional de Dourados - CAND (1950-1970) -ANA PAULA MENEZES
Concomitante ao surgimento de outras colônias agrícolas nacionais criadas durante o Estado Novo Brasileiro, surge a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, criada pelo decreto-lei nº 5.941 de 28 de outubro de 1943, no município de Dourados, sul do antigo estado de Mato Grosso (região que, na época, constituía o Território Federal de Ponta Porã) (OLIVEIRA, 1999; PONCIANO, 2006; QUEIROZ, 2008). A área total delimitada pelo governo federal à CAND era de 300.000 ha, mas acabou sendo reduzida para 267.000ha, divididas em duas zonas, uma à esquerda do rio Dourados com 68.000ha e a segunda com 199.000ha à direita do rio. (PONCIANO, 2006; NAGLIS, 2008). Com a implantação desta colônia, a região sofreu profundas transformações em seu quadro demográfico, econômico, social, ambiental e cultural.
LAJEDOS COM GRAVURAS NA REGIÃO DE CORUMBÁ MS - MARIBEL GIRELLI
A presente estudo refere-se a gravaras rupestres em quatro lajedos horizontais localizados no sopé de morros, no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Encontram-se os mesmos na fronteira entre a vegetação chaquenha e a floresta densa, próximas ao Pantanal, mas fora da influencia direta deste. Busca-se, no estudo, saber como as gravaras foram produzidas, que grafismos foram usados, qual a lógica de sua composição e qual a semelhança com sítios de outras áreas. Para chegarmos a estas respostas utilizamos uma análise tipológica. Depois buscamos o contexto natural e cultural dessas composições.
História e Memória da Fronteira do Mato Grosso com o Paraguai - Carla Villamaina Centeno
Este trabalho apresenta parte de um estudo de crítica historiográfica realizada com memorialistas e historiadores que trataram da fronteira de Mato Grosso com o Paraguai no período compreendido entre os anos 1920 a 1950.
HISTÓRIA DE MATO GROSSO, DE VIRGÍLIO CORRÊA FILHO, E SEU PROJETO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA - SILVA, André Luiz de Jesus e MARIN, Jérri Roberto.
O presente trabalho que ora se expõe visa investigar a obra História de Mato Grosso, escrita em 1969, por Virgílio Corrêa Filho e sua importância na construção de uma identidade local. O livro insere-se na redefinição da identidade mato-grossense ao construir e delimitar uma memória que promovesse um consenso entre as elites políticas do Estado com o fim de criar uma ―memória de consenso instituída.
História das mulheres na guerra do Paraguai: fome e doenças sob a ótica do poder patriarcal - Maria Teresa Garritano Dourado
Um caso clássico da Guerra do Paraguai (1864-1870), que tem gerado uma imensa produção bibliográfica nos séculos XIX, XX e XXI, não somente nas quatro nações que lutaram, mas também em diferentes países do mundo refere-se em ,uitos aspectos o que ficou oculto e que gerou, durante séculos,desconhecimentos em algumas áreas, o que produziu lacunas na historiografia, principalmente,acerca da participação das mulheres, dos índios, dos velhos e das crianças de pouca idade, um exército invisível que acompanhava os exércitos e já detectado por alguns pesquisadores.
Link: http://www.4shared.com/office/UFmgLt_Uce/Histria_das_mulheres_na_guerra.html
FRONTEIRA, MITOS E HERÓIS - A CRIAÇÃO E APROPRIAÇÃO DA FIGURA DO TENENTE ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO NO ANTIGO SUL DE MATO GROSSO - CAMILA CREMONESE-ADAMO
O objetivo desta dissertação é analisar a criação e incorporação da figura heróica do Tenente Antônio João Ribeiro no sul do antigo Mato Grosso. O ataque paraguaio à Colônia Militar dos Dourados, que resultou na morte do comandante Antônio João no início da Guerra do Paraguai, foi um acontecimento de pouca expressão para o conflito, e permaneceu praticamente no anonimato até ser recuperado pelo Exército brasileiro nas primeiras décadas do século XX.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
FORTE IGUATEMI: ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA DE UM EMPREENDIMENTO COLONIAL NO SUL DA CAPITANIA DE MATO GROSSO - Bruno Mendes Tulux
Este artigo consiste em apresentar breves considerações sobre o Forte Iguatemi, empreendimento militar fundado pelo governo de São Paulo na região meridional da Capitania de Mato Grosso durante a segunda metade do século XVIII. Primeiramente é preciso lembrar que a instalação deste forte não foi uma ação isolada, pois, neste mesmo período, foram fundados ainda outros três pontos de defesa nesta mesma Capitania, o Forte Príncipe da Beira, o Forte Coimbra e o Presídio de Miranda. Essas ações conjuntas, de certa forma, tiveram o intuito de guarnecer a fronteira colonial mato-grossense, formando um primitivo sistema de defesa, ainda pouco explorado pela história e pela arqueologia.
O forte de Iguatemi - Atalaia do império colonial e trincheira da memória dos índios Kaiowás da Paraguassu - Ana Maria do Perpétuo Socorro dos Santos
Os Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul, em seu involuntário relacionamento com a sociedade nacional, passaram por diferentes situações históricas. Do inicio da conquista européia até o século XX esta população indígena esteve sempre em situações de conflito com as potências europeias. Jesuítas, Bandeirantes, Guerra do Paraguai, Cia. Mate Laranjeira e nos dias de hoje enfrentam novas frentes de expansão capitalista. A sociedade Kaiowá enquanto sociedade que procura sobreviver mesmo em desvantagem em relação à sociedade nacional extrai de seu imaginário social a força que necessitam para continuar existindo e projetando seu futuro. Para tanto, pretendemos levantar questões sobre a história vivida (memória coletiva) sobre o Forte Iguatemi pela comunidade Kaiowá da aldeia Paraguassu e relacioná-la com a história construída (produção historiográfica). A lembrança do Forte é um elemento integrador da identidade étnica e adquire um significado politico uma vez que atesta a imemorialidade na ocupação do território por este grupo, referendando a legitimidade atual da ocupação da terra. A lembrança do Forte torna-se uma representação coletiva desse grupo.
FORTE DE IGUATEMI - 246 ANOS
Forte do Iguatemi - 246 anos
TERRA DE NINGUÉM – Na segunda metade do século 18, o sul da então capitania de Mato Grosso era território abandonado. Havia, em verdade, a fazenda Camapuã, fundada em 1719. O forte de Coimbra seria fundado somente em 1775. Assim, ficaria fácil aos espanhóis do lado oeste da serra de Maracaju (ou Amambaí), ocupar principalmente toda a bacia do rio Iguatemi.
MORGADO DE MATEUS – O governador da capitania de São Paulo, D. Luís Antônio de Sousa (Morgado de Mateus) recebeu ordens da coroa portuguesa para estabelecer uma via de fixação de colonos, partindo de Campinas (SP) até o rio Iguatemi (MS), exatamente para garantir a posse portuguesa.
PRESÍDIO – O Morgado de Mateus promoveu o reconhecimento dos sertões do rio Tibagi, no Paraná (que pertencia à capitania de São Paulo), e do rio Iguatemi, onde foi fundado, em 1767, um presídio, com o nome de Praça de Armas Nossa Senhora dos Prazeres e São Fernando de Paula. Por presídio entendia-se uma praça fortificada, habitada pelos soldados, suas famílias e agregados.
LOCALIZAÇÃO – O presídio, conhecido como de Iguatemi, não ficava onde está a cidade homônima e, sim, distante dela, nas proximidades do antigo porto 1.° de Outubro (onde terminava a navegação no rio Iguatemi) ou da estrada que vai de Paranhos a Sete Quedas, hoje no município de Paranhos.
PRIMEIROS POVOADORES – Os primeiros moradores do presídio chegaram naquele ano: eram trezentos e sessenta homens, sob o comando de João Martins de Barros. No ano seguinte, chegavam setecentos povoadores, que receberiam terras para nelas se fixar, além de trinta soldados.
SARGENTO JUZARTE – No dia 13 de abril de 1769, partia de São Paulo, para o presídio do Iguatemi, uma grande monção, comandada pelo sargento-mor Teotônio José Juzarte, levando armas de guerra e munições e “toda casta de criações e animais para a produção” e instrumentos para a lavoura.
A MONÇÃO – Descendo o rio Tietê, a monção entrou no Paraná, enfrentando doenças e escassez de alimentos, alcançando a foz do Iguatemi no dia 24 seguinte, onde algumas canoas, vindas da praça, foram esperá-la.
O RIO IGUATEMI – Subindo o rio Iguatemi, facilmente navegável no início, atentos com os possíveis ataques dos índios caiuás, os expedicionários atingiram, no dia 12 de junho, o presídio, que não se preparara para recebê-los, como casas, alimentos e sal (este era monopólio da coroa portuguesa).
DIFICULDADES – Com a fome, vieram as doenças. Os caiuás passaram a fazer o cerco aos povoadores tanto nas roças, que iniciavam, como na própria praça de guerra, ainda nos alicerces. Ainda: o conflito entre Portugal e Espanha dificultava a compra, em terras espanholas, de animais para abate.
NOVOS REFORÇOS – Em 1771 chegava, ao presídio do Iguatemi, pequeno reforço, vindo do Paraná, comandado pelo capitão Francisco Aranha Barreto. Receberia o presídio, pouco depois, novos suprimentos da capitania de São Paulo. No entanto, as doenças grassavam endemicamente, estando os habitantes sitiados pelos caiuás.
ABANDONO – Em 1775, o Morgado de Mateus foi destituído. Seu sucessor não tinha o mesmo interesse, deixando o presídio à própria sorte. Em 27 de outubro de 1777, o presídio tomado pelos espanhóis, batendo os poucos soldados que ali guardavam as terras para el-rei.
IRONIA – Em fevereiro de 1777, após vários tentativas frustradas, Portugal e Espanha assinaram um tratado de paz, cuja notícia não chegou a tempo de evitar a luta final entre os moradores do Iguatemi e os invasores.
FONTES – Juzarte deixou o diário de sua navegação, facilmente encontrável. Outras informações, em História de Mato Grosso do Sul (H. Campestrini & Acyr Vaz Guimarães, 5. ed., IHGMS, p. 36-39).
Escravidão Negra em Mato Grosso – dominação, violência e resistência - Profª. Dra. Maria do Carmo Brazil Gomes da Silva
Este trabalho tem a intenção de contribuir para o estudo da história social da escravidão, ressaltando os mecanismos de dominação utilizados pelos senhores e, sobretudo, as formas de resistência da mão-de-obra cativa numa região não tradicionalmente estudada: Mato Grosso. As dezenas de títulos e teses publicados, sobretudo a partir do centenário da Abolição, sobre o significado e as características da escravidão no Brasil, foram realizadas à luz de novos fatos e de amplo espaço dedicado à questão da rebeldia escrava. Como a resistência do negro resultava dos conflitos estabelecidos nas relações sociais de produção, é preciso colocar, em primeiro lugar, o estudo dessas manifestações em suas reais dimensões. Isto é, investigar o caráter variável e específico de cada região do Brasil escravista e, aí sim, contribuir para a montagem de um mosaico constitutivo e revelador da história social da escravidão no país.
Link para o artigo: http://www.4shared.com/office/t_mwrOHl/Escravido_negra_em_Mato_Grosso.html
EDUCAÇÃO E FRONTEIRA COM O PARAGUAI NO PENSAMENTO DOS MEMORIALISTAS - 1870-1950 - Carla Villamaina Centeno
Este trabalho tem por objeto o estudo das abordagens de quatro memorialistas sobre a fronteira de Mato Grosso com o Paraguai e as formas de educação desenvolvidas neste espaço entre os anos de 1870 a 1950. O objetivo é interpretar o pensamento de autores que foram pouco explorados pela historiografia.
Os autores aqui analisados envolveram-se diretamente com as questões tratadas, foram protagonistas dos relatos e registraram impressões sobre o passado próximo ou sobre o presente, com base em suas lembranças, sem a pretensão de abordar a história de forma sistemática. Geralmente, escreveram sob a forma de crônicas e consultaram, sobretudo, fontes orais. Não revelaram rigor nas citações de suas fontes ou omitiram-nas inteiramente, o que não significa desinformação nem ausência de consultas, inclusive, às fontes escritas Link: http://www.4shared.com/office/t3U1tNj8/EDUCAO_E_FRONTEIRA_COM_O_PARAG.html
terça-feira, 23 de julho de 2013
CONFLITOS E NEGOCIAÇÕES ENTRE COLONOS E ÍNDIOS GUARANI NO MATO GROSSO (1880-1910) - BRAND, Antônio e OUTROS
O trabalho está inserido no projeto “Conquistadores, colonizadores e fazendeiros: a história das fronteiras guarani no Mato Grosso (1748-1910)”, e pretende-se trabalhar os conflitos decorrentes da ocupação por frentes migratórias no território dos Guarani, no atual Mato Grosso do Sul, atentando, também, para eventuais negociações e trocas estabelecidas entre colonos e índios na então Província de Mato Grosso. Este trabalho abrange o período que vai desde o fim da Guerra do Paraguai e a criação da Companhia Matte Larangeira, na década de 1880, até 1910, quando se funda o Serviço de Proteção aos Índios.
A COLÔNIA AGRÍCOLA MUNICIPAL DE DOURADOS COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO:1946-1956 - MARIA APARECIDA FERREIRA CARLI
O presente estudo procura analisar determinados aspectos relevantes relacionados ao processo de colonização e povoamento da Colônia Agrícola Municipal de Dourados, no período de 1946-1956. Entende-se como importante o desenvolvimento do processo de implantação e delimitações das áreas destinadas aos colonos, as questões do processo migratório, as formas de organização e produção.
BIBLIOGRAFIA sobre FERROVIAS e PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO
Para quem gosta ou necessita pesquisar o tema FERROVIAS, esta é uma boa bibliografia para iniciar os estudos sobre o tema.
Acesse o Link: http://www.4shared.com/office/Z6m0nlA7/BIBLIOGRAFIA_sobre_FERROVIAS_e.html
Acesse o Link: http://www.4shared.com/office/Z6m0nlA7/BIBLIOGRAFIA_sobre_FERROVIAS_e.html
X SEMANA DE HISTÓRIA 2007 História em movimento: caminhos, culturas e fronteiras - UFMS
A X Semana de História, realizada de 24 a 28 de setembro de 2007, aborda a temática: “História em Movimento: Caminhos Culturas e Fronteiras” e tem como objetivo proporcionar a aproximação entre pesquisadores de História e outras áreas das Ciências Humanas. Além disso, se propõe a realizar um debate amplo com a participação não só da comunidade acadêmica como também de alunos e professores da rede de ensino fundamental, médio e demais interessados.
Acesse o Link: http://www.4shared.com/office/YV15xM7T/Anais_-_X_Semana_de_Histria_-_.html
A mão-de-obra paraguaia no fluxo do Rio Paraná: uma breve leitura - Leandro Baller
Este artigo propõe uma análise bibliográfica referente utilização da mãode-obra paraguaia utilizada durante um período aproximado de meio século, desde os fins do século XIX até meados do século XX, especialmente na exploração da erva-mate e na extração de madeira no antigo sul de Mato Grosso[ii] atual Mato Grosso do Sul também no oeste do Paraná.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Caminhos e Fronteiras - vias de transporte no extremo oeste do Brasil - Paulo Roberto Cimó Queiroz
Definições usuais, contidas em compêndios clássicos sobre política de transportes, costumam associar os caminhos, em primeiro lugar, à produção e ao consumo, considerados “as bases fundamentais e essenciais da vida econômica” de uma sociedade (Gordilho, 1956, p. 17). Nessa perspectiva, enfatiza-se que, à medida que uma sociedade se torna mais complexa, tende a ocorrer uma separação espacial entre os centros de produção e os de consumo, de modo que as vias e meios de transporte passam a desempenhar “um papel de natureza vital na economia”, constituindo “os meios indispensáveis à circulação da riqueza” (Fonseca, 1955, p. 16).
Tudo isso é verdadeiro, por certo. Contudo, há que se evitar a tendência, até certo ponto implícita em tais definições, a se considerar as vias e meios de transporte de um ponto de vista puramente “técnico”, isto é, como “elementos que estabelecem ligações entre distintos espaços” – como se a necessidade das ligações fosse algo dado quase “naturalmente”. De fato, em se tratando de sociedades humanas, as necessidades, bem como os meios destinados a satisfazê-las, são sempre sociais, isto é, são mediadas e definidas pelos variados interesses, em geral divergentes, presentes em uma determinada sociedade, de tal modo que a dimensão técnica dos meios é apenas uma entre várias outras.
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CAARAPÓ - MS – UMA REFLEXÃO PRELIMINAR SOBRE A FRENTE DE EXPANSÃO - 1880-1950 - Roni Mayer Lomba e Júlio César Suzuki
A discussão a respeito da frente de expansão no Sul do antigo Estado de Mato Grosso (lugar onde se assenta a cidade de Caarapó) é importante para conhecermos os cernes que explicam as formas de ocupação no atual município de Caarapó e as relações engendradas. Para explicar essas formas de ocupação, nos embasamos em Martins (1989 e 1997), que aponta a frente de expansão a formas pelos quais não se predomina a propriedade privada da terra. Refere-se especialmente a formas de ocupação de caráter “espontâneo”. Nela nos ocupamos em registrar os assentamento dos indígenas, da expansão da pecuária dentro de uma economia de excedentes. No Sul do Antigo Mato Grosso também se registrou no final do século XIX o assentamento da exploração dos ervais nativos e a formação do maior complexo privado da época, a expansão das ações da Cia Matte Larangeira.
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Armamento da Guerra do Paraguai - Adler Homero Fonseca de Castro
No Brasil o campo da história militar tradicional tem, desde suas origens, se preocupado quase que exclusivamente com os aspectos “técnicos” da guerra – estra-tégia, batalhas e líderes. Isso é uma visão limitada e, mais importante, afasta um pou-co o interesse da maior parte dos leitores com relação aos conflitos, já que esses as-pectos técnicos interessam mais aos profissionais do ramo que, em tese, poderiam se beneficiar desse estudo – os militares. Mas as guerras ou, mesmo em tempo de paz, a preparação para a guerra ou defesa nacional, por seu efeito global, é de extrema im-portância para se entender as próprias sociedades onde ocorrem os eventos, de forma que hoje em dia se dá cada vez mais atenção ao estudo do modo como os grupos soci-ais interagem com as forças armadas ao longo dos anos.
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APONTAMENTOS PARA UMA LEITURA DA PRESENÇA MILITAR - BRUNO TORQUATO SILVA FERREIRA
A presente dissertação se propõe a discutir aspectos da evolução institucional pela qualpassou o Exército brasileiro entre as décadas finais do século XIX e as iniciais do séculoXX, no antigo território mato-grossense. Para tanto, foram utilizados e analisados documentos produzidos pelas burocracias provincial e estadual do antigo Mato Grosso, pela burocracia do Exército, jornais de época e registros memorialistas. Este trabalho foi dividido em três capítulos. O primeiro diz respeito à delimitação conjuntural das mudanças vividas pelo Exército desde a sua fundação até as décadas iniciais do século XX. O segundo contém uma análise acerca dos desdobramentos daquelas transformações nas guarnições federais acantonadas em Mato Grosso. Finalmente, no terceiro e último capítulo, há indicações a respeito do cotidiano dos praças que serviram arregimentados nos corpos mato-grossenses.
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A tomada do trem - A greve de 1914 dos ferroviários da Noroeste - Guilherme Grandi e Diego Francisco de Carvalho
Qual a importância de um movimento grevista para a pesquisa histórica? Faz sentido ao historiador de orientação não marxista investigar as razões históricas de uma greve de trabalhadores? Por que, de modo geral, há poucos historiadores no Brasil que se propõem a pesquisar os temas relacionados ao trabalho ferroviário? E, ademais, quais seriam os instrumentos, os meios, as fontes documentais existentes e necessárias para se levar a cabo uma pesquisa histórica dessa natureza? Essas são questões que nos levaram a abordar o tema aqui proposto: a greve dos ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste, ocorrida no ano de 1914. Nossa intenção não é responder todas as indagações anteriormente mencionadas, mas, sobretudo, consiste na tentativa de nos aproximar do sentido histórico das reivindicações desses ferroviários da Noroeste. Assim, pretende-se compreender as motivações da greve de 1914 através, principalmente, da reflexão acerca dos depoimentos de alguns dos principais protagonistas desse movimento grevista. Esses depoimentos estão reunidos em uma fonte documental ainda inexplorada: os inquéritos policiais, que, neste caso, são da delegacia do município de Bauru e datam de maio de 1914.
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A PRESENÇA DE TUPINISMOS NA LÍNGUA FALADA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL - Daniela de Souza Silva COSTA - Aparecida Negri ISQUERDO
Este artigo discute resultados de pesquisa sobre a influência do substrato tupi na modalidade oral da variante brasileira do português a partir de dados geolinguísticos coletados pelo Projeto Atlas Linguístico do Brasil – Projeto ALiB – na região Centro-Oeste brasileira. O estudo considerou também os contatos interétnicos ocorridos no Brasil especialmente no período colonial brasileiro (séculos XVI a XVIII), além da história social das localidades pesquisadas.
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A ocupação do território guarani na região transfronteiriça Brasil e Paraguay - a entrada de nossos contrarios - BRAND, Antônio e outros
Os Guarani ocupam, desde a chegada dos primeiros colonizadores, no século XVI, um amplo território nas terras baixas da América do Sul, que ia desde o litoral de Santa Catarina, ao longo do Rio Paraguai, Paraná, entre outros, chegando até as franjas da cordilheira dos Andes. A partir de 1750, em especial após a constituição dos Estados Nacionais, os Guarani confrontam-se com a crescente penetração de novas frentes de ocupação de seu território, alterando, profundamente, as suas condições de vida e a relação com o território e com esses outros – “os nossos contrários” – que nele adentram em períodos mais recentes. O trabalho está centrado na região transfronteiriça Brasil e Paraguai e destaca as conseqüências dessa ocupação para o cotidiano dos Guarani, em especial Ava e Paĩ/Kaiowá.
Link para o artigo:http://www.4shared.com/office/VMW-4jL-/A_ocupao_do_territrio_guarani_.html
A mão-de-obra paraguaia no fluxo do Rio Paraná: uma breve leitura -Leandro Baller
Este artigo propõe uma análise bibliográfica referente utilização da mão de obra paraguaia utilizada durante um período aproximado de meio século, desde os fins do século XIX até meados do século XX, especialmente na exploração da erva-mate e na extração de madeira no antigo sul de Mato Grosso[ii] atual Mato Grosso do Sul e também no oeste do Paraná.
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A INTEGRAÇÃO PRODUTIVA DO CONE SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AO TERRITÓRIO NACIONAL - Walter Guedes da Silva - Marina Evaristo Wenceslau
Ao discutir o processo de integração do Sul do Mato Grosso do Sul ao território nacional, foi possível entender que tal integração foi parcial, seletiva e excludente, uma vez que nem todos os municípios e produtores dessa Região mudaram seu eixo de acumulação para os produtos que se apresentaram como nova oportunidade de acumulação, como é o caso da soja, do milho e do trigo. Na busca de melhor precisar nosso estudo, delimitamos a região de Dourados, localizada no Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, composto por 13 municípios, para que pudéssemos atender ao nosso objetivo, que consiste em analisar o processo de integração produtiva dos municípios dessa Região com o território nacional. Enquanto procedimento metodológico realizou um levantamento bibliográfico e documental das políticas de desenvolvimento regional, fundamentado em análises de textos (principalmente a produção bibliográfica regional) e dados estatísticos, que serviram de base para o desenvolvimento de nossa pesquisa. Enquanto fundamentação teórica, recorremos às abordagens geográficas que discutem os avanços das relações capitalistas de produção sobre o campo, que subordinam o capital agrícola ao capital agroindustrial, contribuindo para o estabelecimento de novas relações sociais pela capitalização das unidades produtivas, gerando tanto a integração produtiva como a exclusão de produtores.
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