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terça-feira, 8 de setembro de 2015

CRIAÇÃO DO TERRITÓRIO DE PONTA PORÃ - JOSÉ BARBOSA RODRIGUES

Na década de trinta, quando o movimento em prol da divisão de Mato Grosso viveu talvez a mais intensa e exaltada fase de sua história, é que ocorreu a realização, em parte, do seu desideratum. Deu-se isso em 1943, no dia 13 de setembro, quando o governo federal, então presidido por Getúlio Vargas, houve por bem criar cinco territórios federais, sendo dois com áreas do território de Mato Grosso – Ponta Porã e Guaporé (hoje Estado de Rondônia). O primeiro na fronteira com o Paraguai e o segundo na região fronteiriça com a Bolívia. Os demais foram Amapá, Rio Branco e Iguaçu. O de Ponta Porã e o de Iguaçu tiveram existência efêmera.
A criação dos cinco territórios teve origem no mesmo decreto-lei presidencial, de n. 5.812, publicado no Diário Oficial de 29 do mesmo mês e ano. Desmembrado de Mato Grosso, passaram a integrar o Território os municípios e distritos de Ponta Porã (capital), Maracaju, Porto Murtinho, Nioaque, Bela Vista, Dourados e Miranda.
A administração territorial, de acordo com o Decreto-Lei n. 5.839, de 21 de setembro do mesmo ano, seria a mesma do Estado do qual fora desmembrado. No ano seguinte, a 5 de janeiro, o coronel Ramiro Noronha foi nomeado governador do Território e, a 31 do mesmo mês, chegou a Ponta Porã, instalando o seu governo.
Foi assim que expressiva parcela da área territorial mato-grossense, praticamente desbravada e povoada por famílias vindas do Rio Grande do Sul, onde por primeiro se ouvira, no século anterior, o brado separatista, libertou-se dos liames que a prendiam à longínqua Cuiabá. Coincidentemente o chefe do governo federal era também de origem sul-riograndense.
A criação do Território de Ponta Porã, apesar de ser uma vitória para uns, foi decepcionante para ponderável parcela da região sul-mato-grossense, que tanto se batera pela separação da região norte. Todavia, restava a esperança de que esse fora o primeiro passo para a almejada divisão do Estado. Em decorrência da criação do Território, justas e insopitáveis demonstrações de euforia tomaram conta da gente fronteiriça e um seu ilustre filho (Hélio Serejo) assim registrou o acontecimento: “Gente nova chega todos os dias. Aos magotes. A fronteira faz rebrilhar os seus olhares curiosos. A vivência paraguaia impressiona a todos: costumes, fala e hospitalidade.
As cidades são irmãs: se entendem magnificamente. O que encanta a gregos e troianos. Mas... a cidade vaidosa, que carrega a esbelteza, é a brasileira. Por quê? Porque é a capital com todas as honras. Foi decisão do eminente Dr. Getúlio Vargas, Presidente da República. Nós
lhe somos gratos – gratos de verdade, ao ilustre e buenacho filho de São Borja. Gaúcho de muita fibra, que ama, com sinceridade, o nosso querido Mato Grosso, querência de milhares e milhares de gaúchos macanudaços.” Instalado o governo territorial, este passou a cuidar da sua organização administrativa e judiciária. Comarcas e municípios foram criados, não faltando especial atenção para com o ensino primário então praticamente inexistente na região.
A fim de facilitar o aproveitamento das férteis terras da nascente povoação de Dourados, o governo federal, pelo Decreto n. 5.941, de 28.10.43, implantou a Colônia Federal de Dourados, no município de Ponta Porã, numa área de trezentos mil hectares, dividida em dez mil lotes de trinta hectares cada, que foram cedidos a colonos, o que deu grande impulso à região com a colocação de inúmeras famílias de agricultores, principalmente nordestinos, o que ensejou alguns anos depois o surgimento de povoados e a criação de prósperos municípios que constituem a hoje denominada Grande Dourados. Esta Colônia deveria ter sido criada um ano antes, em 1942, em decorrência de sugestão do Ministério da Agricultura,
não fora a atitude adotada pelo interventor federal em Mato Grosso – bacharel Júlio Müller, que negou a cessão da área pretendida, sob a alegação de que ela deveria ser localizada na região norte do Estado...
Foi essa atitude do então interventor recebida pelos sulistas como mais uma demonstração de que o que fosse bom para o sul não o era para o norte. Getúlio Vargas, que na sua visão de estadista sempre esperava o momento oportuno para efetivar o que planejara, exarou, na ocasião, lacônico despacho nos seguintes termos: “Não querendo o Estado fazer cessão das terras escolhidas pelos técnicos do Ministério da Agricultura, não pode ser criada a Colônia. Rio, 19.02.942.”
A 17 de novembro de 1945, o governador Ramiro Noronha, que demonstrara ser possuidor de alto tino de administrador, deixou o governo do Território, em virtude de exoneração solicitada. Substituiu-o o major José Guiomar dos Santos, que logo depois foi substituído pelo médico José Alves de Albuquerque.
No ano de 1946, promulgada a nova Constituição Federal, esta trouxe no seu capítulo de Disposições Transitórias, artigo 8.°, a extinção do Território de Ponta Porã, voltando a sua área a integrar o Estado de Mato Grosso.

Foi decepcionante para os territorianos a decisão constitucional. Em conseqüência, a esperança de que o sonho separatista um dia se concretizasse voltou a ser uma constante no seio de toda a população que mourejava acima da torrente do Paraná.

sábado, 16 de agosto de 2014

CAÁ - A FORÇA DA ERVA - DOCUMENTÁRIO

Este documentário resgata a época do ciclo da erva mate, um período de extrema importância na história de Mato Grosso do Sul. Grande parte da região sul do então estado do Mato Grosso era ocupada por ervais nativos e a exploração desses ervais foi uma forma de alavancar a colonização e crescimento econômico da região. Neste documentário, é mostrado através de entrevistas com personagens que viveram naquela época, além de entrevistas com pesquisadores e historiadores.  Caá - A Força da Erva mostra um panorama que vai desde a Cia. Matte Laranjeira e a exploração dos paraguaios, muitas vezes de forma brutal nos ervais até os dias de hoje.
Direção: Lú Bigatão
Produção: Ubirajara Guimarães
Roteiro: Rosiney Bigattão
Direção de fotografia: Zédu Moraes e Dalmo de Oliveira
Duração: 60 min.
Ano: 2005
Apoio: FIC - Fundo de Investimentos Culturais, Prefeitura Municipal de Dourados.

Realização: Teatral Grupo de Risco.

Link: http://www.4shared.com/video/wcmyEMbDce/CAA_A_FORCA_DA_ERVA.html

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Mato Grosso do Sul - Uma trajetória divisionista - Alisolete Antonia dos Santos Weingärtner

A criação do Estado de Mato Grosso do Sul é resultado de um longo movimento, com características sócio–econômicas, políticas e culturais, que permeou sua formação histórica recente. A resistência sul-mato-grossense é uma das peculiaridades que entremeiam a história de Mato Grosso do Sul desde os primeiros tempos de conquista espanhola, depois luso-brasileira. Em cada período histórico e resistência sul-mato-grossense aparece com uma conotação.

MARQUEI AQUELE LUGAR COM O SUOR DO MEU ROSTO - Os colonos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados – CAND - (1943 -1960) - SUZANA GONÇALVES BATISTA NAGLIS

Com o intuito de povoar, ocupar os espaços considerados vazios e promover a pequena propriedade, foi criada em 1943 a Colonia Agricola de Dourados - (CAND), durante o Estado Novo no Sul do então Mato Grosso. A CAND, estava inserida no contexto da Marcha para o Oeste e na politica de nacionalização das fronteiras. Conhecer como foi estar e viver na condição de colono, é relevante, pois o colono se tornou a peça fundamental na implantação da CAND, e que definiu os rumos dessa colonização.

Marcha para Oeste e o antigo sul de Mato Grosso - a exploração da madeira na Colônia Agrícola Nacional de Dourados - CAND (1950-1970) -ANA PAULA MENEZES

Concomitante ao surgimento de outras colônias agrícolas nacionais criadas durante o Estado Novo Brasileiro, surge a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, criada pelo decreto-lei nº 5.941 de 28 de outubro de 1943, no município de Dourados, sul do antigo estado de Mato Grosso (região que, na época, constituía o Território Federal de Ponta Porã) (OLIVEIRA, 1999; PONCIANO, 2006; QUEIROZ, 2008). A área total delimitada pelo governo federal à CAND era de 300.000 ha, mas acabou sendo reduzida para 267.000ha, divididas em duas zonas, uma à esquerda do rio Dourados com 68.000ha e a segunda com 199.000ha à direita do rio. (PONCIANO, 2006; NAGLIS, 2008). Com a implantação desta colônia, a região sofreu profundas transformações em seu quadro demográfico, econômico, social, ambiental e cultural.

LAJEDOS COM GRAVURAS NA REGIÃO DE CORUMBÁ MS - MARIBEL GIRELLI

A presente estudo refere-se a gravaras rupestres em quatro lajedos horizontais localizados no sopé de morros, no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Encontram-se os mesmos na fronteira entre a vegetação chaquenha e a floresta densa, próximas ao Pantanal, mas fora da influencia direta deste. Busca-se, no estudo, saber como as gravaras foram produzidas, que grafismos foram usados, qual a lógica de sua composição e qual a semelhança com sítios de outras áreas. Para chegarmos a estas respostas utilizamos uma análise tipológica. Depois buscamos o contexto natural e cultural dessas composições.

História e Memória da Fronteira do Mato Grosso com o Paraguai - Carla Villamaina Centeno

Este trabalho apresenta parte de um estudo de crítica historiográfica realizada com memorialistas e historiadores que trataram da fronteira de Mato Grosso com o Paraguai no período compreendido entre os anos 1920 a 1950.

HISTÓRIA DE MATO GROSSO, DE VIRGÍLIO CORRÊA FILHO, E SEU PROJETO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA - SILVA, André Luiz de Jesus e MARIN, Jérri Roberto.

O presente trabalho que ora se expõe visa investigar a obra História de Mato Grosso, escrita em 1969, por Virgílio Corrêa Filho e sua importância na construção de uma identidade local. O livro insere-se na redefinição da identidade mato-grossense ao construir e delimitar uma memória que promovesse um consenso entre as elites políticas do Estado com o fim de criar uma ―memória de consenso instituída.

FRONTEIRA, MITOS E HERÓIS - A CRIAÇÃO E APROPRIAÇÃO DA FIGURA DO TENENTE ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO NO ANTIGO SUL DE MATO GROSSO - CAMILA CREMONESE-ADAMO

O objetivo desta dissertação é analisar a criação e incorporação da figura heróica do Tenente Antônio João Ribeiro no sul do antigo Mato Grosso. O ataque paraguaio à Colônia Militar dos Dourados, que resultou na morte do comandante Antônio João no início da Guerra do Paraguai, foi um acontecimento de pouca expressão para o conflito, e permaneceu praticamente no anonimato até ser recuperado pelo Exército brasileiro nas primeiras décadas do século XX.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO E FRONTEIRA COM O PARAGUAI NO PENSAMENTO DOS MEMORIALISTAS - 1870-1950 - Carla Villamaina Centeno

Este trabalho tem por objeto o estudo das abordagens de quatro memorialistas sobre a fronteira de Mato Grosso com o Paraguai e as formas de educação desenvolvidas neste espaço entre os anos de 1870 a 1950. O objetivo é interpretar o pensamento de autores que foram pouco explorados pela historiografia.
Os autores aqui analisados envolveram-se diretamente com as questões tratadas, foram protagonistas dos relatos e registraram impressões sobre o passado próximo ou sobre o presente, com base em suas lembranças, sem a pretensão de abordar a história de forma sistemática. Geralmente, escreveram sob a forma de crônicas e consultaram, sobretudo, fontes orais. Não revelaram rigor nas citações de suas fontes ou omitiram-nas inteiramente, o que não significa desinformação nem ausência de consultas, inclusive, às fontes escritas Link: http://www.4shared.com/office/t3U1tNj8/EDUCAO_E_FRONTEIRA_COM_O_PARAG.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

A COLÔNIA AGRÍCOLA MUNICIPAL DE DOURADOS COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO:1946-1956 - MARIA APARECIDA FERREIRA CARLI


O presente estudo procura analisar determinados aspectos relevantes relacionados ao processo de colonização e povoamento da Colônia Agrícola Municipal de Dourados, no período de 1946-1956. Entende-se como importante o desenvolvimento do processo de implantação e delimitações das áreas destinadas aos colonos, as questões do processo migratório, as formas de organização e produção.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Caminhos e Fronteiras - vias de transporte no extremo oeste do Brasil - Paulo Roberto Cimó Queiroz


Definições usuais, contidas em compêndios clássicos sobre política de transportes, costumam associar os caminhos, em primeiro lugar, à produção e ao consumo, considerados “as bases fundamentais e essenciais da vida econômica” de uma sociedade (Gordilho, 1956, p. 17). Nessa perspectiva, enfatiza-se que, à medida que uma sociedade se torna mais complexa, tende a ocorrer uma separação espacial entre os centros de produção e os de consumo, de modo que as vias e meios de transporte passam a desempenhar “um papel de natureza vital na economia”, constituindo “os meios indispensáveis à circulação da riqueza” (Fonseca, 1955, p. 16).
Tudo isso é verdadeiro, por certo. Contudo, há que se evitar a tendência, até certo ponto implícita em tais definições, a se considerar as vias e meios de transporte de um ponto de vista puramente “técnico”, isto é, como “elementos que estabelecem ligações entre distintos espaços” – como se a necessidade das ligações fosse algo dado quase “naturalmente”. De fato, em se tratando de sociedades humanas, as necessidades, bem como os meios destinados a satisfazê-las, são sempre sociais, isto é, são mediadas e definidas pelos variados interesses, em geral divergentes, presentes em uma determinada sociedade, de tal modo que a dimensão técnica dos meios é apenas uma entre várias outras.
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CAARAPÓ - MS – UMA REFLEXÃO PRELIMINAR SOBRE A FRENTE DE EXPANSÃO - 1880-1950 - Roni Mayer Lomba e Júlio César Suzuki


A discussão a respeito da frente de expansão no Sul do antigo Estado de Mato Grosso (lugar onde se assenta a cidade de Caarapó) é importante para conhecermos os cernes que explicam as formas de ocupação no atual município de Caarapó e as relações engendradas. Para explicar essas formas de ocupação, nos embasamos em Martins (1989 e 1997), que aponta a frente de expansão a formas pelos quais não se predomina a propriedade privada da terra. Refere-se especialmente a formas de ocupação de caráter “espontâneo”. Nela nos ocupamos em registrar os assentamento dos indígenas, da expansão da pecuária dentro de uma economia de excedentes. No Sul do Antigo Mato Grosso também se registrou no final do século XIX o assentamento da exploração dos ervais nativos e a formação do maior complexo privado da época, a expansão das ações da Cia Matte Larangeira.
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A tomada do trem - A greve de 1914 dos ferroviários da Noroeste - Guilherme Grandi e Diego Francisco de Carvalho


Qual a importância de um movimento grevista para a pesquisa histórica? Faz sentido ao historiador de orientação não marxista investigar as razões históricas de uma greve de trabalhadores? Por que, de modo geral, há poucos historiadores no Brasil que se propõem a pesquisar os temas relacionados ao trabalho ferroviário? E, ademais, quais seriam os instrumentos, os meios, as fontes documentais existentes e necessárias para se levar a cabo uma pesquisa histórica dessa natureza? Essas são questões que nos levaram a abordar o tema aqui proposto: a greve dos ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste, ocorrida no ano de 1914. Nossa intenção não é responder todas as indagações anteriormente mencionadas, mas, sobretudo, consiste na tentativa de nos aproximar do sentido histórico das reivindicações desses ferroviários da Noroeste. Assim, pretende-se compreender as motivações da greve de 1914 através, principalmente, da reflexão acerca dos depoimentos de alguns dos principais protagonistas desse movimento grevista. Esses depoimentos estão reunidos em uma fonte documental ainda inexplorada: os inquéritos policiais, que, neste caso, são da delegacia do município de Bauru e datam de maio de 1914.
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A PRESENÇA DE TUPINISMOS NA LÍNGUA FALADA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL - Daniela de Souza Silva COSTA - Aparecida Negri ISQUERDO


Este artigo discute resultados de pesquisa sobre a influência do substrato tupi na modalidade oral da variante brasileira do português a partir de dados geolinguísticos coletados pelo Projeto Atlas Linguístico do Brasil – Projeto ALiB – na região Centro-Oeste brasileira. O estudo considerou também os contatos interétnicos ocorridos no Brasil especialmente no período colonial brasileiro (séculos XVI a XVIII), além da história social das localidades pesquisadas.
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A INTEGRAÇÃO PRODUTIVA DO CONE SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AO TERRITÓRIO NACIONAL - Walter Guedes da Silva - Marina Evaristo Wenceslau

Ao discutir o processo de integração do Sul do Mato Grosso do Sul ao território nacional, foi possível entender que tal integração foi parcial, seletiva e excludente, uma vez que nem todos os municípios e produtores dessa Região mudaram seu eixo de acumulação para os produtos que se apresentaram como nova oportunidade de acumulação, como é o caso da soja, do milho e do trigo. Na busca de melhor precisar nosso estudo, delimitamos a região de Dourados, localizada no Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, composto por 13 municípios, para que pudéssemos atender ao nosso objetivo, que consiste em analisar o processo de integração produtiva dos municípios dessa Região com o território nacional. Enquanto procedimento metodológico realizou um levantamento bibliográfico e documental das políticas de desenvolvimento regional, fundamentado em análises de textos (principalmente a produção bibliográfica regional) e dados estatísticos, que serviram de base para o desenvolvimento de nossa pesquisa. Enquanto fundamentação teórica, recorremos às abordagens geográficas que discutem os avanços das relações capitalistas de produção sobre o campo, que subordinam o capital agrícola ao capital agroindustrial, contribuindo para o estabelecimento de novas relações sociais pela capitalização das unidades produtivas, gerando tanto a integração produtiva como a exclusão de produtores.
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RUÍNAS DE XEREZ: MARCO HISTÓRICO DO COLAPSO DO PROJETO COLONIAL CASTELHANO EM MATO GROSSO - SANDRA NARA DA SILVA NOVAIS

Nesta dissertação é analisado o projeto castelhano de colonização, no interior do continente sul-americano, da área banhada pelo alto curso do rio Paraguai, enfocando-se, sobretudo, a região centro-sul do Pantanal que, nessa época, integrando o extenso Paraguai Colonial, denominava-se Campos de Xerez. - A Colonia de Xerez estava localizada próxima de onde hoje é a cidade de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
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http://www.4shared.com/office/kySQY9a9/RUNAS_DE_XEREZ_-_PROJETO_COLON.html

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

DOURADOS E A DEMOCRATIZAÇÃO DA TERRA: povoamento e colonização da Colônia Agrícola Municipal de Dourados - 1946/1956 (Maria Aparecida Carli)

A obra procura analisar aspectos considerados relevantes relacionados ao processo de colonização e povoamento da Colônia Agrícola Municipal de Dourados, no período de 1946-1956. A partir de pesquisa em acervos documentais existentes sobretudo nas cidades de Dourados, Ponta Porã e Itaporã, além de depoimentos colhidos de ex-colonos, a autora aborda assuntos ligados à implantação e delimitações das áreas destinadas aos colonos, às questões do processo migratório e às formas de organização e produção.
Sobre a autora:
Maria Aparecida Ferreira Carli é historiadora e professora de História com graduação e mestrado pela Universidade Federal da Grande Dourados, onde também trabalhou. No momento atua como docente na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e na Fundação Escola do Governo/MS.
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ARQUEOLOGIA PANTANEIRA: história e historiografia - 1875/2000 (Jorge Eremites Oliveira)

Estudo que aborda o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas na região do Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta; no qual o autor analisa a produção científica dos arqueólogos dentro do contexto histórico da época em que foi produzida. Apresenta um breve e crítico histórico sobre as pesquisas arqueológicas realizadas na região e faz uma avaliação historiográfica dos estudos arqueológicos, sempre com a preocupação de tratar da relação autor-obra-meio. Trata-se, portanto, de uma obra que estimula o debate científico.
Sobre o autor:
Jorge Eremites de Oliveira é licenciado em história pela UFMS, mestre e doutor em Arqueologia pela PUCRS. Desde 1996 é docente da UFMS campus de Dourados – atual UFGD. Atua na função de perito da Justiça Federal nas áreas de antropologia, arqueologia e história; publicou vários trabalhos no Brasil e no exterior e recebeu os prêmios “Marçal de Souza – Tupã I” (1999) e “Branislava Susnik” (2003).  É socioefetivo da Sociedade de Arqueologia Brasileira, da Associação Brasileira de Antropologia e da Associação Nacional de História e Society for American Archaeology.
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AQUIDAUANA: A BAIONETA, A TOGA E A UTOPIA, NOS ENTREMEIOS DE UMA PRETENSA REVOLUÇÃO (Eudes Fernando Leite)

O livro trata da repressão política em Aquidauana/MT – hoje Mato Grosso do Sul –, enfocando o Golpe militar de 1964 e seus desdobramentos. Traz análise da Repressão, da Justiça e da Utopia Comunista na cidade, cuja localização próxima à fronteira Brasil/ Paraguai refletiu nas questões do golpe num passado histórico. Para construção dessa interpretação, o autor lançou mão de fontes escritas e orais. O texto foi apresentado no formato de Dissertação de Mestrado ao programa de Pós-graduação em História e Sociedade da Unesp/Assis, no ano de 1994.
Sobre o autor:
Eudes Fernando Leite é natural de Aquidauana/MS. Graduado em História na UFMS (1991); possui mestrado (1994) e doutorado (2000) em História pela Unesp/ Assis. Ministrou aulas na UFMS campus de Corumbá (1993-2002) e atualmente é professor no curso de Licenciatura Plena em História da UFGD. Nesta instituição, integra o corpo docente do Programa de Pós-graduação em História e se dedica na pesquisa de história e cultura pantaneiras.
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