Esta dissertação estuda o processo de formação de fronteiras na região em que predominou a produção ervateira, durante o período colonial do Paraguai (1534-1811).Analisa a sobreposição dessas fronteiras e dos domínios políticos, identificando-os no espaço geográfico e temporal. Investiga também a inter-relação entre a inserção social e econômica da atividade ervateira no mercado colonial e as mudanças ocorridas na apropriação do trabalho, em um contexto de migrações regionais e sociais. Por último, discute as consequências da pressão portuguesa sobre os conflitos de interesses na região.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
terça-feira, 13 de agosto de 2013
FORTE IGUATEMI: ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA DE UM EMPREENDIMENTO COLONIAL NO SUL DA CAPITANIA DE MATO GROSSO - Bruno Mendes Tulux
Este artigo consiste em apresentar breves considerações sobre o Forte Iguatemi, empreendimento militar fundado pelo governo de São Paulo na região meridional da Capitania de Mato Grosso durante a segunda metade do século XVIII. Primeiramente é preciso lembrar que a instalação deste forte não foi uma ação isolada, pois, neste mesmo período, foram fundados ainda outros três pontos de defesa nesta mesma Capitania, o Forte Príncipe da Beira, o Forte Coimbra e o Presídio de Miranda. Essas ações conjuntas, de certa forma, tiveram o intuito de guarnecer a fronteira colonial mato-grossense, formando um primitivo sistema de defesa, ainda pouco explorado pela história e pela arqueologia.
O forte de Iguatemi - Atalaia do império colonial e trincheira da memória dos índios Kaiowás da Paraguassu - Ana Maria do Perpétuo Socorro dos Santos
Os Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul, em seu involuntário relacionamento com a sociedade nacional, passaram por diferentes situações históricas. Do inicio da conquista européia até o século XX esta população indígena esteve sempre em situações de conflito com as potências europeias. Jesuítas, Bandeirantes, Guerra do Paraguai, Cia. Mate Laranjeira e nos dias de hoje enfrentam novas frentes de expansão capitalista. A sociedade Kaiowá enquanto sociedade que procura sobreviver mesmo em desvantagem em relação à sociedade nacional extrai de seu imaginário social a força que necessitam para continuar existindo e projetando seu futuro. Para tanto, pretendemos levantar questões sobre a história vivida (memória coletiva) sobre o Forte Iguatemi pela comunidade Kaiowá da aldeia Paraguassu e relacioná-la com a história construída (produção historiográfica). A lembrança do Forte é um elemento integrador da identidade étnica e adquire um significado politico uma vez que atesta a imemorialidade na ocupação do território por este grupo, referendando a legitimidade atual da ocupação da terra. A lembrança do Forte torna-se uma representação coletiva desse grupo.
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