Este trabalho apresenta parte de um estudo de crítica historiográfica realizada com memorialistas e historiadores que trataram da fronteira de Mato Grosso com o Paraguai no período compreendido entre os anos 1920 a 1950.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
quarta-feira, 9 de maio de 2012
O PROCESSO EDUCATIVO DOS TRABALHADORES DA ERVA-MATE NA OBRA DO MEMORIALISTA DA FRONTEIRA - HÉLIO SEREJO - ALICE FELISBERTO DA SILVA
No presente estudo o foco é a obra do memorialista Hélio Serejo intitulada ―Caraí, na qual se buscam identificar o homem e a educação na fronteira de Mato Grosso com o Paraguai no Ciclo da Erva-Mate (1883-1947). São extraídos das memórias do autor elementos que possibilitem a compreensão das relações sociais desenvolvidas na fronteira, a fim de elucidar o processo educativo e a constituição da subjetividade do grupo de trabalhadores dos ervais. A fundamentação teórica tem uma perspectiva histórica e interlocução com autores marxistas. Do ponto de vista metodológico, realizou-se uma investigação com dados qualitativos, por meio da análise de conteúdo. O estudo revelou que a educação à qual os trabalhadores aqui referidos tiveram acesso foi a não-formal – realizada na escola do trabalho – e a informal – desenvolvida nas trocas culturais ali estabelecidas. O acesso à educação escolarizada não foi efetivado. Os aspectos que Hélio Serejo permite abordar referentes às relações sociais são: 1) as relações de trabalho; 2) o movimento migratório dos trabalhadores paraguaios; e 3) a ascensão, estagnação e declínio da empresa ervateira. A análise possibilitou identificar que a educação constitui a subjetividade e é, também, constituída por ela. A trajetória singular do grupo de trabalhadores paraguaios também teve implicações para sua educação que, sendo um processo determinado por condições universais, também se constitui e se manifesta de formas singulares.
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O BALAIO DO BUGRE SEREJO: HISTÓRIA, MEMÓRIA E LINGUAGEM -Ana Ap. Arguelho de SOUZA
O artigo trata da produção do escritor sul-mato-grossense Hélio Serejo, sem dúvida, o mais fecundo memorialista de uma vasta região de fronteira do oeste brasileiro. Serejo legou à posteridade um patrimônio cultural depositado em mais de 60 livros que mapeiam trabalho ervateiro, costumes, alimentação, mitos, lendas, medicina natural, festas, com o recurso de um trilinguismo que compõe a expressão mais genuína do falar e viver fronteiriços. Registra uma época (século XIX e início do XX) em que a extração da erva-mate foi o motor econômico que colocou essa região nos trilhos civilizatórios. Para fins deste trabalho, foram selecionadas três obras do autor que, juntas, constituem uma espécie de síntese da sua obra. No plano da linguagem e com o concurso da memória, o objetivo segue na direção de apreender como se realiza o movimento dos homens, no fazer sua história, na região que separa Brasil e Paraguai, no oeste brasileiro.
Link:http://www.4shared.com/office/TnS67j3j/O_balaio_do_bugre_Serejo_-_His.html
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