Este artigo consiste em apresentar breves considerações sobre o Forte Iguatemi, empreendimento militar fundado pelo governo de São Paulo na região meridional da Capitania de Mato Grosso durante a segunda metade do século XVIII. Primeiramente é preciso lembrar que a instalação deste forte não foi uma ação isolada, pois, neste mesmo período, foram fundados ainda outros três pontos de defesa nesta mesma Capitania, o Forte Príncipe da Beira, o Forte Coimbra e o Presídio de Miranda. Essas ações conjuntas, de certa forma, tiveram o intuito de guarnecer a fronteira colonial mato-grossense, formando um primitivo sistema de defesa, ainda pouco explorado pela história e pela arqueologia.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O forte de Iguatemi - Atalaia do império colonial e trincheira da memória dos índios Kaiowás da Paraguassu - Ana Maria do Perpétuo Socorro dos Santos
Os Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul, em seu involuntário relacionamento com a sociedade nacional, passaram por diferentes situações históricas. Do inicio da conquista européia até o século XX esta população indígena esteve sempre em situações de conflito com as potências europeias. Jesuítas, Bandeirantes, Guerra do Paraguai, Cia. Mate Laranjeira e nos dias de hoje enfrentam novas frentes de expansão capitalista. A sociedade Kaiowá enquanto sociedade que procura sobreviver mesmo em desvantagem em relação à sociedade nacional extrai de seu imaginário social a força que necessitam para continuar existindo e projetando seu futuro. Para tanto, pretendemos levantar questões sobre a história vivida (memória coletiva) sobre o Forte Iguatemi pela comunidade Kaiowá da aldeia Paraguassu e relacioná-la com a história construída (produção historiográfica). A lembrança do Forte é um elemento integrador da identidade étnica e adquire um significado politico uma vez que atesta a imemorialidade na ocupação do território por este grupo, referendando a legitimidade atual da ocupação da terra. A lembrança do Forte torna-se uma representação coletiva desse grupo.
FORTE DE IGUATEMI - 246 ANOS
Forte do Iguatemi - 246 anos
TERRA DE NINGUÉM – Na segunda metade do século 18, o sul da então capitania de Mato Grosso era território abandonado. Havia, em verdade, a fazenda Camapuã, fundada em 1719. O forte de Coimbra seria fundado somente em 1775. Assim, ficaria fácil aos espanhóis do lado oeste da serra de Maracaju (ou Amambaí), ocupar principalmente toda a bacia do rio Iguatemi.
MORGADO DE MATEUS – O governador da capitania de São Paulo, D. Luís Antônio de Sousa (Morgado de Mateus) recebeu ordens da coroa portuguesa para estabelecer uma via de fixação de colonos, partindo de Campinas (SP) até o rio Iguatemi (MS), exatamente para garantir a posse portuguesa.
PRESÍDIO – O Morgado de Mateus promoveu o reconhecimento dos sertões do rio Tibagi, no Paraná (que pertencia à capitania de São Paulo), e do rio Iguatemi, onde foi fundado, em 1767, um presídio, com o nome de Praça de Armas Nossa Senhora dos Prazeres e São Fernando de Paula. Por presídio entendia-se uma praça fortificada, habitada pelos soldados, suas famílias e agregados.
LOCALIZAÇÃO – O presídio, conhecido como de Iguatemi, não ficava onde está a cidade homônima e, sim, distante dela, nas proximidades do antigo porto 1.° de Outubro (onde terminava a navegação no rio Iguatemi) ou da estrada que vai de Paranhos a Sete Quedas, hoje no município de Paranhos.
PRIMEIROS POVOADORES – Os primeiros moradores do presídio chegaram naquele ano: eram trezentos e sessenta homens, sob o comando de João Martins de Barros. No ano seguinte, chegavam setecentos povoadores, que receberiam terras para nelas se fixar, além de trinta soldados.
SARGENTO JUZARTE – No dia 13 de abril de 1769, partia de São Paulo, para o presídio do Iguatemi, uma grande monção, comandada pelo sargento-mor Teotônio José Juzarte, levando armas de guerra e munições e “toda casta de criações e animais para a produção” e instrumentos para a lavoura.
A MONÇÃO – Descendo o rio Tietê, a monção entrou no Paraná, enfrentando doenças e escassez de alimentos, alcançando a foz do Iguatemi no dia 24 seguinte, onde algumas canoas, vindas da praça, foram esperá-la.
O RIO IGUATEMI – Subindo o rio Iguatemi, facilmente navegável no início, atentos com os possíveis ataques dos índios caiuás, os expedicionários atingiram, no dia 12 de junho, o presídio, que não se preparara para recebê-los, como casas, alimentos e sal (este era monopólio da coroa portuguesa).
DIFICULDADES – Com a fome, vieram as doenças. Os caiuás passaram a fazer o cerco aos povoadores tanto nas roças, que iniciavam, como na própria praça de guerra, ainda nos alicerces. Ainda: o conflito entre Portugal e Espanha dificultava a compra, em terras espanholas, de animais para abate.
NOVOS REFORÇOS – Em 1771 chegava, ao presídio do Iguatemi, pequeno reforço, vindo do Paraná, comandado pelo capitão Francisco Aranha Barreto. Receberia o presídio, pouco depois, novos suprimentos da capitania de São Paulo. No entanto, as doenças grassavam endemicamente, estando os habitantes sitiados pelos caiuás.
ABANDONO – Em 1775, o Morgado de Mateus foi destituído. Seu sucessor não tinha o mesmo interesse, deixando o presídio à própria sorte. Em 27 de outubro de 1777, o presídio tomado pelos espanhóis, batendo os poucos soldados que ali guardavam as terras para el-rei.
IRONIA – Em fevereiro de 1777, após vários tentativas frustradas, Portugal e Espanha assinaram um tratado de paz, cuja notícia não chegou a tempo de evitar a luta final entre os moradores do Iguatemi e os invasores.
FONTES – Juzarte deixou o diário de sua navegação, facilmente encontrável. Outras informações, em História de Mato Grosso do Sul (H. Campestrini & Acyr Vaz Guimarães, 5. ed., IHGMS, p. 36-39).
Escravidão Negra em Mato Grosso – dominação, violência e resistência - Profª. Dra. Maria do Carmo Brazil Gomes da Silva
Este trabalho tem a intenção de contribuir para o estudo da história social da escravidão, ressaltando os mecanismos de dominação utilizados pelos senhores e, sobretudo, as formas de resistência da mão-de-obra cativa numa região não tradicionalmente estudada: Mato Grosso. As dezenas de títulos e teses publicados, sobretudo a partir do centenário da Abolição, sobre o significado e as características da escravidão no Brasil, foram realizadas à luz de novos fatos e de amplo espaço dedicado à questão da rebeldia escrava. Como a resistência do negro resultava dos conflitos estabelecidos nas relações sociais de produção, é preciso colocar, em primeiro lugar, o estudo dessas manifestações em suas reais dimensões. Isto é, investigar o caráter variável e específico de cada região do Brasil escravista e, aí sim, contribuir para a montagem de um mosaico constitutivo e revelador da história social da escravidão no país.
Link para o artigo: http://www.4shared.com/office/t_mwrOHl/Escravido_negra_em_Mato_Grosso.html
EDUCAÇÃO E FRONTEIRA COM O PARAGUAI NO PENSAMENTO DOS MEMORIALISTAS - 1870-1950 - Carla Villamaina Centeno
Este trabalho tem por objeto o estudo das abordagens de quatro memorialistas sobre a fronteira de Mato Grosso com o Paraguai e as formas de educação desenvolvidas neste espaço entre os anos de 1870 a 1950. O objetivo é interpretar o pensamento de autores que foram pouco explorados pela historiografia.
Os autores aqui analisados envolveram-se diretamente com as questões tratadas, foram protagonistas dos relatos e registraram impressões sobre o passado próximo ou sobre o presente, com base em suas lembranças, sem a pretensão de abordar a história de forma sistemática. Geralmente, escreveram sob a forma de crônicas e consultaram, sobretudo, fontes orais. Não revelaram rigor nas citações de suas fontes ou omitiram-nas inteiramente, o que não significa desinformação nem ausência de consultas, inclusive, às fontes escritas Link: http://www.4shared.com/office/t3U1tNj8/EDUCAO_E_FRONTEIRA_COM_O_PARAG.html
terça-feira, 23 de julho de 2013
CONFLITOS E NEGOCIAÇÕES ENTRE COLONOS E ÍNDIOS GUARANI NO MATO GROSSO (1880-1910) - BRAND, Antônio e OUTROS
O trabalho está inserido no projeto “Conquistadores, colonizadores e fazendeiros: a história das fronteiras guarani no Mato Grosso (1748-1910)”, e pretende-se trabalhar os conflitos decorrentes da ocupação por frentes migratórias no território dos Guarani, no atual Mato Grosso do Sul, atentando, também, para eventuais negociações e trocas estabelecidas entre colonos e índios na então Província de Mato Grosso. Este trabalho abrange o período que vai desde o fim da Guerra do Paraguai e a criação da Companhia Matte Larangeira, na década de 1880, até 1910, quando se funda o Serviço de Proteção aos Índios.
A COLÔNIA AGRÍCOLA MUNICIPAL DE DOURADOS COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO:1946-1956 - MARIA APARECIDA FERREIRA CARLI
O presente estudo procura analisar determinados aspectos relevantes relacionados ao processo de colonização e povoamento da Colônia Agrícola Municipal de Dourados, no período de 1946-1956. Entende-se como importante o desenvolvimento do processo de implantação e delimitações das áreas destinadas aos colonos, as questões do processo migratório, as formas de organização e produção.
BIBLIOGRAFIA sobre FERROVIAS e PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO
Para quem gosta ou necessita pesquisar o tema FERROVIAS, esta é uma boa bibliografia para iniciar os estudos sobre o tema.
Acesse o Link: http://www.4shared.com/office/Z6m0nlA7/BIBLIOGRAFIA_sobre_FERROVIAS_e.html
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X SEMANA DE HISTÓRIA 2007 História em movimento: caminhos, culturas e fronteiras - UFMS
A X Semana de História, realizada de 24 a 28 de setembro de 2007, aborda a temática: “História em Movimento: Caminhos Culturas e Fronteiras” e tem como objetivo proporcionar a aproximação entre pesquisadores de História e outras áreas das Ciências Humanas. Além disso, se propõe a realizar um debate amplo com a participação não só da comunidade acadêmica como também de alunos e professores da rede de ensino fundamental, médio e demais interessados.
Acesse o Link: http://www.4shared.com/office/YV15xM7T/Anais_-_X_Semana_de_Histria_-_.html
A mão-de-obra paraguaia no fluxo do Rio Paraná: uma breve leitura - Leandro Baller
Este artigo propõe uma análise bibliográfica referente utilização da mãode-obra paraguaia utilizada durante um período aproximado de meio século, desde os fins do século XIX até meados do século XX, especialmente na exploração da erva-mate e na extração de madeira no antigo sul de Mato Grosso[ii] atual Mato Grosso do Sul também no oeste do Paraná.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Caminhos e Fronteiras - vias de transporte no extremo oeste do Brasil - Paulo Roberto Cimó Queiroz
Definições usuais, contidas em compêndios clássicos sobre política de transportes, costumam associar os caminhos, em primeiro lugar, à produção e ao consumo, considerados “as bases fundamentais e essenciais da vida econômica” de uma sociedade (Gordilho, 1956, p. 17). Nessa perspectiva, enfatiza-se que, à medida que uma sociedade se torna mais complexa, tende a ocorrer uma separação espacial entre os centros de produção e os de consumo, de modo que as vias e meios de transporte passam a desempenhar “um papel de natureza vital na economia”, constituindo “os meios indispensáveis à circulação da riqueza” (Fonseca, 1955, p. 16).
Tudo isso é verdadeiro, por certo. Contudo, há que se evitar a tendência, até certo ponto implícita em tais definições, a se considerar as vias e meios de transporte de um ponto de vista puramente “técnico”, isto é, como “elementos que estabelecem ligações entre distintos espaços” – como se a necessidade das ligações fosse algo dado quase “naturalmente”. De fato, em se tratando de sociedades humanas, as necessidades, bem como os meios destinados a satisfazê-las, são sempre sociais, isto é, são mediadas e definidas pelos variados interesses, em geral divergentes, presentes em uma determinada sociedade, de tal modo que a dimensão técnica dos meios é apenas uma entre várias outras.
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CAARAPÓ - MS – UMA REFLEXÃO PRELIMINAR SOBRE A FRENTE DE EXPANSÃO - 1880-1950 - Roni Mayer Lomba e Júlio César Suzuki
A discussão a respeito da frente de expansão no Sul do antigo Estado de Mato Grosso (lugar onde se assenta a cidade de Caarapó) é importante para conhecermos os cernes que explicam as formas de ocupação no atual município de Caarapó e as relações engendradas. Para explicar essas formas de ocupação, nos embasamos em Martins (1989 e 1997), que aponta a frente de expansão a formas pelos quais não se predomina a propriedade privada da terra. Refere-se especialmente a formas de ocupação de caráter “espontâneo”. Nela nos ocupamos em registrar os assentamento dos indígenas, da expansão da pecuária dentro de uma economia de excedentes. No Sul do Antigo Mato Grosso também se registrou no final do século XIX o assentamento da exploração dos ervais nativos e a formação do maior complexo privado da época, a expansão das ações da Cia Matte Larangeira.
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Armamento da Guerra do Paraguai - Adler Homero Fonseca de Castro
No Brasil o campo da história militar tradicional tem, desde suas origens, se preocupado quase que exclusivamente com os aspectos “técnicos” da guerra – estra-tégia, batalhas e líderes. Isso é uma visão limitada e, mais importante, afasta um pou-co o interesse da maior parte dos leitores com relação aos conflitos, já que esses as-pectos técnicos interessam mais aos profissionais do ramo que, em tese, poderiam se beneficiar desse estudo – os militares. Mas as guerras ou, mesmo em tempo de paz, a preparação para a guerra ou defesa nacional, por seu efeito global, é de extrema im-portância para se entender as próprias sociedades onde ocorrem os eventos, de forma que hoje em dia se dá cada vez mais atenção ao estudo do modo como os grupos soci-ais interagem com as forças armadas ao longo dos anos.
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APONTAMENTOS PARA UMA LEITURA DA PRESENÇA MILITAR - BRUNO TORQUATO SILVA FERREIRA
A presente dissertação se propõe a discutir aspectos da evolução institucional pela qualpassou o Exército brasileiro entre as décadas finais do século XIX e as iniciais do séculoXX, no antigo território mato-grossense. Para tanto, foram utilizados e analisados documentos produzidos pelas burocracias provincial e estadual do antigo Mato Grosso, pela burocracia do Exército, jornais de época e registros memorialistas. Este trabalho foi dividido em três capítulos. O primeiro diz respeito à delimitação conjuntural das mudanças vividas pelo Exército desde a sua fundação até as décadas iniciais do século XX. O segundo contém uma análise acerca dos desdobramentos daquelas transformações nas guarnições federais acantonadas em Mato Grosso. Finalmente, no terceiro e último capítulo, há indicações a respeito do cotidiano dos praças que serviram arregimentados nos corpos mato-grossenses.
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A tomada do trem - A greve de 1914 dos ferroviários da Noroeste - Guilherme Grandi e Diego Francisco de Carvalho
Qual a importância de um movimento grevista para a pesquisa histórica? Faz sentido ao historiador de orientação não marxista investigar as razões históricas de uma greve de trabalhadores? Por que, de modo geral, há poucos historiadores no Brasil que se propõem a pesquisar os temas relacionados ao trabalho ferroviário? E, ademais, quais seriam os instrumentos, os meios, as fontes documentais existentes e necessárias para se levar a cabo uma pesquisa histórica dessa natureza? Essas são questões que nos levaram a abordar o tema aqui proposto: a greve dos ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste, ocorrida no ano de 1914. Nossa intenção não é responder todas as indagações anteriormente mencionadas, mas, sobretudo, consiste na tentativa de nos aproximar do sentido histórico das reivindicações desses ferroviários da Noroeste. Assim, pretende-se compreender as motivações da greve de 1914 através, principalmente, da reflexão acerca dos depoimentos de alguns dos principais protagonistas desse movimento grevista. Esses depoimentos estão reunidos em uma fonte documental ainda inexplorada: os inquéritos policiais, que, neste caso, são da delegacia do município de Bauru e datam de maio de 1914.
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A PRESENÇA DE TUPINISMOS NA LÍNGUA FALADA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL - Daniela de Souza Silva COSTA - Aparecida Negri ISQUERDO
Este artigo discute resultados de pesquisa sobre a influência do substrato tupi na modalidade oral da variante brasileira do português a partir de dados geolinguísticos coletados pelo Projeto Atlas Linguístico do Brasil – Projeto ALiB – na região Centro-Oeste brasileira. O estudo considerou também os contatos interétnicos ocorridos no Brasil especialmente no período colonial brasileiro (séculos XVI a XVIII), além da história social das localidades pesquisadas.
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A ocupação do território guarani na região transfronteiriça Brasil e Paraguay - a entrada de nossos contrarios - BRAND, Antônio e outros
Os Guarani ocupam, desde a chegada dos primeiros colonizadores, no século XVI, um amplo território nas terras baixas da América do Sul, que ia desde o litoral de Santa Catarina, ao longo do Rio Paraguai, Paraná, entre outros, chegando até as franjas da cordilheira dos Andes. A partir de 1750, em especial após a constituição dos Estados Nacionais, os Guarani confrontam-se com a crescente penetração de novas frentes de ocupação de seu território, alterando, profundamente, as suas condições de vida e a relação com o território e com esses outros – “os nossos contrários” – que nele adentram em períodos mais recentes. O trabalho está centrado na região transfronteiriça Brasil e Paraguai e destaca as conseqüências dessa ocupação para o cotidiano dos Guarani, em especial Ava e Paĩ/Kaiowá.
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A mão-de-obra paraguaia no fluxo do Rio Paraná: uma breve leitura -Leandro Baller
Este artigo propõe uma análise bibliográfica referente utilização da mão de obra paraguaia utilizada durante um período aproximado de meio século, desde os fins do século XIX até meados do século XX, especialmente na exploração da erva-mate e na extração de madeira no antigo sul de Mato Grosso[ii] atual Mato Grosso do Sul e também no oeste do Paraná.
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A INTEGRAÇÃO PRODUTIVA DO CONE SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AO TERRITÓRIO NACIONAL - Walter Guedes da Silva - Marina Evaristo Wenceslau
Ao discutir o processo de integração do Sul do Mato Grosso do Sul ao território nacional, foi possível entender que tal integração foi parcial, seletiva e excludente, uma vez que nem todos os municípios e produtores dessa Região mudaram seu eixo de acumulação para os produtos que se apresentaram como nova oportunidade de acumulação, como é o caso da soja, do milho e do trigo. Na busca de melhor precisar nosso estudo, delimitamos a região de Dourados, localizada no Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, composto por 13 municípios, para que pudéssemos atender ao nosso objetivo, que consiste em analisar o processo de integração produtiva dos municípios dessa Região com o território nacional. Enquanto procedimento metodológico realizou um levantamento bibliográfico e documental das políticas de desenvolvimento regional, fundamentado em análises de textos (principalmente a produção bibliográfica regional) e dados estatísticos, que serviram de base para o desenvolvimento de nossa pesquisa. Enquanto fundamentação teórica, recorremos às abordagens geográficas que discutem os avanços das relações capitalistas de produção sobre o campo, que subordinam o capital agrícola ao capital agroindustrial, contribuindo para o estabelecimento de novas relações sociais pela capitalização das unidades produtivas, gerando tanto a integração produtiva como a exclusão de produtores.
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A ICONOGRAFIA DA GUERRA DO PARAGUAI E O PERIÓDICO SEMANA ILLUSTRADA - 1865 - 1870 - Marcus Tulio Borowiski Lavarda
A chamada Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança, que se estendeu entre os anos de 1864-70, marcou profundamente os países nela envolvidos e transformou o cenário geopolítico da região platina. Nesse período, um amplo material iconográfico foi produzido sobre o confronto, tais como a pintura, ilustração, fotografia e a imprensa, que tiveram papel primordial na representação dos personagens e cenários da guerra. A opinião da imprensa ilustrada variava conforme os resultados obtidos nos campos de batalhas e, também, conforme a reação da sociedade ante ao evento bélico, que atingia a todos. Então, neste trabalho, priorizam-se a leitura e interpretação das imagens da Guerra contra o Paraguai, enfatizando-se a produção, publicação e recepção para o público oitocentista. Imagens, monumentais, que contribuíram para formar a memória do maior confronto bélico jamais visto na América do Sul.
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A GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA ATRAVÉS DA MEMÓRIA DE SEUS ATORES: O PROJETO HISTORIOGRÁFICO DE ESTANISLAO ZEBALLOS - Liliana M. Brezzo
Neste artigo, o autor analisa o projeto historiográfico do argentino Estanislao Zeballos (1854-1923) sobre a Guerra da Tríplice Aliança e convida a uma reflexão teórica e metodológica em torno dos desafios propostos por este enfoque e os depoimentos utilizados para tal História.
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http://www.4shared.com/office/_obMcEpb/A_GUERRA_DA_TRPLICE_ALIANA_ATR.html
RUÍNAS DE XEREZ: MARCO HISTÓRICO DO COLAPSO DO PROJETO COLONIAL CASTELHANO EM MATO GROSSO - SANDRA NARA DA SILVA NOVAIS
Nesta dissertação é analisado o projeto
castelhano de colonização, no interior do continente sul-americano, da área
banhada pelo alto curso do rio Paraguai, enfocando-se, sobretudo, a região
centro-sul do Pantanal que, nessa época, integrando o extenso Paraguai
Colonial, denominava-se Campos de Xerez. - A Colonia de Xerez estava localizada próxima de onde hoje é a cidade de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
Link para o artigo:
http://www.4shared.com/office/kySQY9a9/RUNAS_DE_XEREZ_-_PROJETO_COLON.html
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http://www.4shared.com/office/kySQY9a9/RUNAS_DE_XEREZ_-_PROJETO_COLON.html
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
DOURADOS E A DEMOCRATIZAÇÃO DA TERRA: povoamento e colonização da Colônia Agrícola Municipal de Dourados - 1946/1956 (Maria Aparecida Carli)
A obra procura analisar aspectos considerados relevantes relacionados ao processo de colonização e povoamento da Colônia Agrícola Municipal de Dourados, no período de 1946-1956. A partir de pesquisa em acervos documentais existentes sobretudo nas cidades de Dourados, Ponta Porã e Itaporã, além de depoimentos colhidos de ex-colonos, a autora aborda assuntos ligados à implantação e delimitações das áreas destinadas aos colonos, às questões do processo migratório e às formas de organização e produção.
Sobre a autora:
Maria Aparecida Ferreira Carli é historiadora e professora de História com graduação e mestrado pela Universidade Federal da Grande Dourados, onde também trabalhou. No momento atua como docente na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e na Fundação Escola do Governo/MS.
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ARQUEOLOGIA PANTANEIRA: história e historiografia - 1875/2000 (Jorge Eremites Oliveira)
Estudo que aborda o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas na região do Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta; no qual o autor analisa a produção científica dos arqueólogos dentro do contexto histórico da época em que foi produzida. Apresenta um breve e crítico histórico sobre as pesquisas arqueológicas realizadas na região e faz uma avaliação historiográfica dos estudos arqueológicos, sempre com a preocupação de tratar da relação autor-obra-meio. Trata-se, portanto, de uma obra que estimula o debate científico.
Sobre o autor:
Jorge Eremites de Oliveira é licenciado em história pela UFMS, mestre e doutor em Arqueologia pela PUCRS. Desde 1996 é docente da UFMS campus de Dourados – atual UFGD. Atua na função de perito da Justiça Federal nas áreas de antropologia, arqueologia e história; publicou vários trabalhos no Brasil e no exterior e recebeu os prêmios “Marçal de Souza – Tupã I” (1999) e “Branislava Susnik” (2003). É socioefetivo da Sociedade de Arqueologia Brasileira, da Associação Brasileira de Antropologia e da Associação Nacional de História e Society for American Archaeology.
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AQUIDAUANA: A BAIONETA, A TOGA E A UTOPIA, NOS ENTREMEIOS DE UMA PRETENSA REVOLUÇÃO (Eudes Fernando Leite)
O livro trata da repressão política em Aquidauana/MT – hoje Mato Grosso do Sul –, enfocando o Golpe militar de 1964 e seus desdobramentos. Traz análise da Repressão, da Justiça e da Utopia Comunista na cidade, cuja localização próxima à fronteira Brasil/ Paraguai refletiu nas questões do golpe num passado histórico. Para construção dessa interpretação, o autor lançou mão de fontes escritas e orais. O texto foi apresentado no formato de Dissertação de Mestrado ao programa de Pós-graduação em História e Sociedade da Unesp/Assis, no ano de 1994.
Sobre o autor:
Eudes Fernando Leite é natural de Aquidauana/MS. Graduado em História na UFMS (1991); possui mestrado (1994) e doutorado (2000) em História pela Unesp/ Assis. Ministrou aulas na UFMS campus de Corumbá (1993-2002) e atualmente é professor no curso de Licenciatura Plena em História da UFGD. Nesta instituição, integra o corpo docente do Programa de Pós-graduação em História e se dedica na pesquisa de história e cultura pantaneiras.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
TERRA INDÍGENA BURITI: perícia antropológica, arqueológica e história sobre uma terra terena na Serra de Maracaju, Mato Grosso do Sul
A obra consiste na publicação de um laudo judicial produzido em 2003, cuja execução foi determinada pela Justiça Federal em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O trabalho apresenta o resultado da primeira pesquisa realizada conjuntamente entre Jorge Eremites de Oliveira e Levi Marques Pereira, à época docentes da UFMS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Neste estudo os autores concatenam procedimentos teórico-metodológicos comuns aos campos da antropologia sociocultural, arqueologia e história, com vistas ao esclarecimento de uma série de quesitos apresentados pelo Juízo e pelas partes envolvidas no litígio pela posse de terras na região serrana de Maracaju.
Sobre o autores:
Jorge Eremites de Oliveira é doutor em História (Arqueologia) pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com estágio de pós-doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional, UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Levi Marques Pereira é doutor em Ciências (Antropologia Social) pela USP – Universidade de São Paulo, com estágio de pós-doutorado em Antropologia Social pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas.
Ambos os autores são sul-mato-grossenses e professores da UFGD – Universidade Federal da Grande Dourados, onde no momento estão vinculados ao curso de graduação em Ciências Sociais e aos programas de pós-graduação em Antropologia e História. Juntos têm produzido e publicado vários estudos desde 2003. Fazem parte ainda do corpo de pesquisadores do ETNOLAB – Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história, também pertencente à UFGD.
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O BINÓCULO E A PENA: a construção da identidade mato-grossense sob a ótica virgiliana: 1920- 1940 (Gilmara Yoshihara Franco)
O célebre escritor Virgílio Corrêa Filho tornou-se, ao longo do século passado, referência obrigatória para os pesquisadores da história de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sua vasta obra começou a ser escrita em um período marcado por intensas lutas pelo controle do poder político em Mato Grosso e constitui importante referencial para se compreender os laços de pertencimento que passaram a caracterizar a identidade mato-grossense. O livro tem por objetivo revelar características dessa construção identitária presente em trabalhos publicados pelo escritor entre os anos de 1920 e 1940.
Sobre a autora:
Gilmara Yoshihara Franco é licenciada em História pela Universidade Católica Dom Bosco (1998) e mestre em História pela Universidade Federal da Grande Dourados (2007). Entre os anos de 2003 a 2005 lecionou na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atualmente é professora da rede pública de ensino deste estado.
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ÑANDE RU MARANGATU: laudo antropológico e histórico sobre uma terra kaiowa na fronteira do Brasil com o Paraguai, município de Antônio João, Mato Grosso do Sul (Jorge Eremites Oliveira; Levi Marques Pereira)
O livro é a publicação de um laudo antropológico e histórico sobre a terra reivindicada por uma comunidade Kaiowa que vive no distrito de Campestre, município sul-mato-grossense de Antônio João, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Naquela região, índios da etnia Kaiowa, fazendeiros e trabalhadores rurais disputam judicialmente a posse de uma área identificada pelo órgão indigenista oficial como a Terra Indígena Ñande Ru Marangatu. Por ser um estudo de natureza técnico-científica encomendado pela Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, a obra trata de um assunto bastante polêmico na atualidade, que tem despertado interesse de um público cada vez maior.
Sobre os autores:
Jorge Eremites de Oliveira, doutor em arqueologia pela Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS e Levi Marques Pereira, doutor em antropologia pela Universidade de São Paulo – USP (2004), são sul-mato-grossenses de Corumbá e Dourados, respectivamente. Atuam como docentes e pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, instituição em que participam do curso de graduação em Ciências Sociais, do Programa de Pós-Graduação em História, linha de pesquisa História Indígena, e do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história – ETNOLAB.
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TOMÉ, O APÓSTOLO DA AMÉRICA: índios e jesuítas em uma história de apropriações e ressignificações (Thiago Leandro Vieira Cavalcante)
Desde o início da conquista e colonização da América foi difundida a idéia de que o apóstolo Tomé teria vindo para o continente com o objetivo de pregar o evangelho aos indígenas. Ao que tudo indica o mito surgiu da junção entre um mito cristão e um mito indígena. Ao longo dos séculos XVI e XVII, com a chegada dos jesuítas, esse mito sofreu novas apropriações e ressignificações. Este trabalho analisa tais apropriações e ressiginificações, que foram cunhadas com a intenção de responder aos problemas específicos de cada momento histórico, e também se envereda para a discussão a respeito da racionalidade nativa.
Sobre o autor:
Thiago Leandro Vieira Cavalcante nasceu em Apucarana/ PR e cursou toda a educação básica em sua terra natal. Possui graduação em História na Universidade Estadual de Londrina e posssui mestrado em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Já atuou como docente na educação básica e superior. Atualmente desenvolve pesquisas na área de História Indígena, é servidor da UFGD e doutorando em História pela Unesp de Assis/ SP.
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VIAJERAS ENTRE DOS MUNDOS (Sara Beatriz Guardia - Ed. e Comp.)
En la obra "Viajeras entre dos mundos", encontramos una nueva forma de mirar la historia de las mujeres. Decenas de historiador@s han aunado esfuerzos para visibilizar las mujeres en la vida cotidiana, política, social y cultural através de su pensamiento y escrita, donde acusan la existencia de un público lector ávido por memorias de testigos oculares de realidades pretéritas. Además de lo que sus percepciones registran, hay también en sus relatos compilaciones de otras fuentes (primarias y secundarias), material lingüístico, iconográfico, cartográfico y elementos de la tradición oral que componen el conjunto de la obra que presentamos.
Sobre a editora e compiladora:
Sara Beatriz Guardia é da Universidad de San Martín de Porres, Perú.
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